Paulo me alertou pra uma coisa que não tinha percebido: não me vejo como fotógrafo. Isto é, mesmo aprendendo a fotografar aos 10, já me sustentando exclusivamente com trabalhos fotográficos há uns 3 anos e meio e ter a fotografia como tema da pesquisa da pós, não tinha me caído a ficha disso.

Talvez tenha sido por conta da faculdade. Fotografia se mostrou uma profissão durante o curso de "Desenho Industrial", enquanto eu ainda tinha um fiapo de esperança em trabalhar com design e isso se mostrava até plausível de vez em quando. Mas agora acabou. Já não mexo com design há um tempo (e pretendo que continue assim) mas a fotografia se mostrou uma opção de futuro produtivo e satisfatório.

Mas também pode ser porque estou muito imerso em tudo isso e esteja "acontecendo de maneira móito rápida e intensa, tudo muito louco, Bial". Como alguém que usa cocaína todo dia e não se diz viciado. Só que eu paro quando quiser.



Escrito por Rafael às 22h49
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Sabe o que significa 'random'?

Sabe quando você sente tudo diferente? Até aquele pessimismo que antes estava em cada parte do fluxo sanguíneo (oh! Trema! quanta falta você faz)? Pois é, eu não sabia. Vamos ver no que vai dar. Mas a impressão é que vem coisa boa por aí.

Aliás, tô me sentindo tão diferente que até esse frio aqui na capital do teatro de fantoches feitos em saco de algodão cru já me encheu. E logo no segundo dia!

E por falar em encheu. Chega de Air France, né? E de Índia, Gripe, Deputado a 190kph e Ronaldo. Que tudo isso caia em um próximo avião ou se exploda numa bomba do Kim Jong-il, o estranho.

Falando em ditadura, queporréessa de 3º mandato pro Lula, o oligodátilo? É sério isso? Tipo Hugo Chavez, o ad eternum? Daqui uns dias vão me dizer que tem pintor de sabão em pó (ou sua cópia/copiador piorada) virando ministro da cultura!

Turum-tss!



Escrito por Rafael às 00h41
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 Muito me admira a capacidade dos cronistas, aquela presença de espírito, que permite encontrar nos temas bocós assuntos para escrever frases, parágrafos, páginas sobre os mesmos, juntando outros assuntos em uma construção lógica e coerente. Digo dos temas bocós, porque pegar o hype do momento é fácil. É fácil encontrar o óbvio, logo não há o que admirar. Mas achar uma flor que cresce num monte de lixo, isso sim, é de cair o queixo, de apontar o dedo, de virar o olho. A construção lógica e coerente também é necessária. Há muito o que ler nessa vida. Séculos e  milênios escritos (ou construídos) sobre mil e uma noites, anjos, demônios, príncipes, reis, médicos, monstros, João e Maria. É preciso ter algo que valha a pena ser escrito. Que valha a pena ser lido. Gastar e passar o tempo. O seu e o dos outros. De quem escreve e de quem lê.

Ou não. A escrita pode deixar de ser útil e virar a ferramenta dos 900 segundos de fama.

Fácil identificá-lo. O twitter, com seus 140 caracteres per capita, amplia e acelera o anônimo. Ok. O youtube já faz isso e Susan Boyle é a nova queridinha (ou não mais). 200 milhões de views, milhares de comentários, páginas e páginas na internet sobre notícias "novas" da cantora. Mas o youtube ainda não dá à todos os 15 minutos de "fama". Não é para todos muito menos são os reallity shows. Não é fácil entrar num Big Brother ou ter seu vídeo tansformado no sonhos dos publicitários, o "viral".

Mas é fácil "entrar" na "fama" com o twitter. Não digo fama no sentido de ser conhecido por todos, mas por quem interessa. Por mais que apareça em um vídeo e torne-se conhecido, não há proximidade com o famoso. Explico. Ruth Lemos e Jeremias, por exemplo, já são conhecidos na internet há pelo menos 4 anos. São então, famosos. Mas será que conseguem/conseguiram aquilo que realmente muitos querem por aí sendo famosos? Tem uma ligação/relação (por mais estranha que seja) com outros famosos?

Com o twitter você tem a chance de estar junto ao público. Com as palavras certas e você tem seu microtexto publicado por amigos, amigos de amigos, pelo desconhecido. E pode ser lido por qualquer um. Veja bem, qualquer um. Agora o Rafinha Bastos e o Ashton Kutcher podem realmente saber que você existe. Você pode "segui-los". E aí está a fama do twitter. Antes era a Revista Caras que falava sobre idas ao banheiro, ataques noturnos a geladeira ou os passeios no Leblon da Luana Piovani para todo mundo ler. Agora você coloca no twitter quando vai ao banheiro, ataca a geladeira de madrugada ou quando dá um passeio pelo calçadão da XV, para seus followers lerem. E se der sorte Paris Hilton e Marcelo Tas estão entre eles.



Escrito por Rafael às 15h43
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E mais uma vez um post prometendo voltar a escrever.

Mas agora tenho duas desc.., digo, motivos ótimos.

O primeiro é que eu sempre coloquei a culpa da falta de atualização (e do meu pessimismo, minha preguiça, falta de tempo, saúde e etc.. ) na faculdade. Pois bem, com a formatura essa semana, ela se encerra. Não que já não tenha encerado em novembro, mas depois disso tinha a própria formatura pra colocar a culpa.

E mesmo que agora eu coloque a culpa na pós, não cola mais. Aulas a cada 2 ou 3 semanas? A pós, inclusive, é o segundo motivo pelo qual voltarei a postar.

As avaliações são trabalhos escritos. Veja bem, ESCRITOS e não controlvezados. A prática de escrever agora surge como necessidade. Se não por vontade, por obrigação.

Preparem-se para chateações. Pedidos via twitter, orkut, comentários em blogs e msn.

***

Em tempo, esse poema de Baudelaire, mostrado pelo professor de Histórica do Corpo durante a aula, também não deixa de ser um motivo pra voltar a escrever.

"É preciso estar-se, sempre, bêbado. Tudo está lá, eis a única questão. Para não sentir o fardo do tempo que parte vossos ombros e verga-vos para a terra, é preciso embebedar-vos sem tréguas.

Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, a escolha é vossa. Mas embebedai-vos.

E se, às vezes, sobre os degraus de um palácio, sobre a grama verde de uma vala, na solidão morna de vosso quarto, vós vos acordardes, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que passa, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai que horas são; e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio, vos responderão: “É hora de embebedar-vos! Para não serdes escravos martirizados do Tempo, embebedai-vos, embebedai-vos sem parar! De vinho, de poesia ou de virtude: a escolha é vossa.”

***

Aliás, agora preciso fazer outro layout (pro blog e pro twitter, quem sabe uma coisa que ligue uma à outra) e comentar mais em blogs alheios. Let's go!

***

Comentae, pô!



Escrito por Rafael às 17h52
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E mais de um mês depois do último post, vi que não cumpri o básico que tinha prometido a mim mesmo.
Mas dai fico sabendo de uma campanha da Blu e resolvi voltar a escrever.

Lá, dizia para escrever um blog sobre algo que eu goste. Mas ok, já tenho um blog e o objetivo desse blog era escrever sobre as idéias que pairavam em minha cabeça, então, não farei outro blog, mas tentarei me manter fiel a este (ok, não tenho mais credibilidade pra prometer isso, né?).

Pensando em assuntos que gosto, para poder escrever, vi que tem muita coisa. Muita, mas que saia do básico "Tá, e aí?". Então, vai só uma digitada sobre o primeiro assunto que vier randomicamente à cabeça.

Neurose. Um amigo acaba de falar sobre neurose, no MSN.

Não sobre alguma patologia ou coisa assim. A dele, no caso, é de não deixar coisas inacabadas. Eu, por outro lado, tenho uma tendência a isso. Inacabar é quase uma arte, onde você está no meio de um programa de TV e para. No meio de um desenho e para. No meio de um projeto e para. No meio de

A questão é que não se pode escolher a hora de parar. Simplesmente, para. E aí esta a 'arte' da coisa. Onde aquilo poderia acabar? Em vez de uma página em branco, com infinitas possibilidades, você tem diversos caminhos pela metade, é só escolher algum e deixar para alguém continuar. Ou imaginar a continuação.

Há quem diga que é desperdício de tempo, largar uma coisa pela metade. Eu prefiro ver pelo outro lado (por mais que eu não seja otimista) e achar que, assim, ganha-se tempo para começar e não acabar outras coisas. É muito mais produtivo. Em vez de fazer uma coisa, você faz duas.Pela metade, mas ainda assim, são duas. O que importa é a intenção, não?

Eu falei que era uma neurose não patológica, mas sei que pode ser. Essas manias sempre podem piorar e virar doenças graves, quando você acaba preso a tudo isso, num lance meio TOC, gravíssimo. Tanto pra um lado como pra outro. Você pode desenvolver isso e virar um compulsivo e nunca terminar nada. Ou você pode virar um compulsivo pra corrigir isso e acabar dando sempre um fim a tudo. E daí você tá perdido de qualquer jeito.

Novamente, entra aquela filosofia oriental de equilíbrio. Nem muito uma coisa, nem muito outra. Equilíbrio, pra quase tudo, é quase sempre uma solução.

 

P.S. Eu definitivamente não sei sobre essa nova ortografia e, seguindo o Mestre Pasquale só vou me adaptar à nova ortografia em 2012. Então o blog permanecerá acentuado até lá.

 



Escrito por Rafael às 17h23
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Sobre o tempo perdido.

Escrever é uma coisa que faz falta. E parece redundante escrever sobre isso, já que quando se faz uma coisa por “hobby”, faz-se com prazer. Mas essa questão improdutiva – que já se manifestando por alguns anos – agora soa como um desafio. Aquele desafio que sempre esteve na minha frente e, eu, nunca percebi.

Foi um erro, o meu, de pensar por tanto tempo que ideias viriam como gotas de chuva, aos montes e de uma hora para a outra. Para desenhar, nunca foi assim. Para fotografar, muito menos. Burrice minha pensar que qualquer outra coisa “produtiva” (e aqui com vários significados) deveria surgir assim, instantaneamente, sempre.

Tive um professor que dizia que o design não era uma profissão, mas sim, uma maneira de pensar. Nunca concordei muito com isso, mas hoje me parece bem claro. Essa abordagem do design se apresenta a mim como uma maneira de pensar na qual você procura olhar toda área que envolve seu “problema” (e aqui pode ser o seu desenho, o seu texto, a sua fotografia, a sua escultura e etc.), estuda as possibilidades, os elementos que influenciam o que você pretende fazer (ou resolver) e trabalha em cima.

Trabalha muito, muda aqui e ali, mexe nisso e/ou naquilo. Pensa, desfaz, refaz, transforma, corrige, acrescenta e nada nunca está terminado. O texto não está pronto. O desenho não está pronto. O mundo não está pronto. A vida nunca está. Nunca estará. E é o desafio que se impôs a todo o tempo na minha frente e eu nunca percebi. Agora é tentar escrever mais, pensar mais, ler mais, construir mais.



Escrito por Rafael às 11h51
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